Seu filho sofre uma queda e você, aflita, desabafa: eu podia ter evitado. Nessas horas, medo e sentimento de culpa andam juntos. Nada disso. Melhor socorrer a criança e manter a atenção, de sempre, às suas aventuras perigosas.
Primeiros sustos
Nos três primeiros meses de vida, esses sustos são raros. Depois disso, entretanto, ele já consegue se virar para os lados. Basta um cochilo no trocador ou na cama dos pais, para que role, caia e se machuque, mesmo sem gravidade.
Até um ano, a flexibilidade e uma ligeira separação dos ossos da cabeça do bebê costumam amortecer suas quedas e evitar hemorragias, fraturas ou edema cerebral. Isto pode explicar porque, tombos que parecem sérios, nem sempre trazem conseqüências. Mas não facilite: às vezes, pode complicar.
A hora do perigo
O risco de acidentes graves é maior quando a criança engatinha e exercita a independência. Esta fase exige muita atenção, pois ela quer – e precisa – pesquisar. Por isso, circula, espia, quer subir, descer. Mas sem conhecer perigos, necessita de uma ajuda constante e equilibrada, que não chegue à superproteção: as pancadas que, eventualmente, leva na cabeça, ou as quedas de bumbum no chão também estimulam seu aprendizado.
Longe do inimigo
O mesmo não se pode dizer (especialmente em torno dos dois anos), quando a criança se interessa por janelas. Com a instabilidade normal da idade e a cabeça maior que o corpo, qualquer esforço pode fazê-la perder o equilíbrio. Por isso, não deve ser deixada nestes locais, nem contar com o apoio de camas, bancos, caixotes e outros objetos que a ajudem em seu objetivo.
Além disso, não vale confiar na palavra. Por mais vivo e precoce que seja, seu filho não registra os avisos sobre os riscos que corre. Você deve ensinar tudo a ele, é claro. Não pense, porém, que este cuidado elimina a curiosidade que o faz mexer e subir em tudo.
Como socorrer
Ele não pára, mesmo, e é provável que ainda leve muitos tombos. Nessas horas, mantenha a calma e tome as primeiras providências. Em caso de dúvida, procure, rápido, um pronto-socorro. Até lá, siga estas dicas importantes:
Pancadas na cabeça – Nem sempre são graves e, raramente, ocorrem fraturas. Os sangramentos acontecem pela presença de muitos vasos sangüíneos na região. São comuns edemas (inchaço), latejamento e uma pequena saliência, conhecida como galo. Para diminuir esses sintomas, aplique um pequeno saco com gelo. Mas, convém observar o bebê durante 24 horas. Se neste tempo ele desmaiar ou apresentar sangramentos, vômitos, dor de cabeça, sonolência acentuada, apatia ou irritabilidade, peça ajuda médica.
Fraturas – Fique de olho nos principais movimentos da criança e nos possíveis desvios nos membros acidentados. Suspeitando de fratura ou se ela se queixar de dor, não deixe que ande; leve-a ao pronto-socorro.
Pancadas no nariz – É comum o sangramento nesta região. Para estancar, use um pano limpo. Em crianças pequenas, esse procedimento, apesar de firme, deve ser muito delicado. Se ainda sentir necessidade, procure o médico.
Arranhões – Lave com água corrente e sabão de coco, enxugue com uma toalha limpa e aplique o anti-séptico que usa normalmente.
Escoriações (arranhões mais profundos) – Lave e limpe, também, com água oxigenada de 10 volumes e leve o bebê ao pronto-socorro par afazer o curativo. Até chegar lá, não abafe a ferida.
Hematomas (manchas roxas) – Lave, para evitar o risco de contaminação. Depois, cubra a região com um saquinho de gelo.