Durante a gravidez, a respiração, a nutrição e a proteção do bebê são garantidas pelo trio: placenta, líquido amniótico e cordão umbilical. O cordão, um tubo azul-esverdeado, começa medindo 15 mm e ao final do 9º mês chega a 60 cm. Sua missão é levar oxigênio, nutrientes e anticorpos à placenta e retirar do organismo do feto as impurezas produzidas pelo seu metabolismo.
A grande separação
Depois do parto, quando o obstetra corta o cordão umbilical, o neném passa a respirar com os próprios pulmões. Alguns especialistas defendem que este corte aconteça o mais rapidamente possível para antecipar, também, o contato da criança com o seio materno. E, ainda, reduzir fatores de risco como o da incompatibilidade sangüínea entre os dois (mãe/Rh-positivo; bebê/Rh-negativo).
Com isso, o número de anticorpos maternos no organismo do recém-nascido diminui, evitando que seus elementos de defesa identifiquem o sangue da mãe como invasor, o que poderia destruir as hemácias (glóbulos vermelhos) e causar anemia ou icterícia.
Para os médicos adeptos do parto humanizado, porém, o ideal é que haja um intervalo de cinco a dez minutos entre o nascimento e o corte, para que se estabilize a pulsão do cordão umbilical. Ou seja, a transição gradual do útero para a vida aqui fora ajudaria o neném a adaptar-se e a acumular sensações positivas no contato direto do seu corpo com o da mãe.
Trate com carinho
Depois do corte, fica um resíduo do cordão, o chamado coto umbilical. Até que ele caia, totalmente, e cicatrize demora cerca de 12 dias, tempo em que é necessária uma higiene cuidadosa. E também:
Evitar a umidade – Sempre que ele fizer xixi e cocô, limpe e enxugue bem seu corpo com uma gaze seca e macia. Na área em torno do coto umbilical, use um cotonete embebido em álcool 70°, que ajuda a secar mais depressa.
Eliminar outros produtos – Nada de cremes, talcos ou pomadas. Iodo e mertiolate, além de desnecessários, podem causar reações alérgicas.
Não usar cinteiros – Como cueiros e faixas, os cinteiros impedem a plena respiração do neném, ainda apoiada nos músculos abdominais. Pressões internas também podem estimular hérnias umbilicais (projeção da região mais interna do umbigo para o exterior), através da cavidade umbilical.
Proteger o coto – A cada limpeza, envolva-o com gaze esterilizada levemente embebida em álcool 70º e posicione-o em posição confortável, junto à barriga.
Prevenir traumatismos – Ao trocar a roupa da criança, atenção para não esbarrar no coto e retirá-lo, sem querer. Como a região não é enervada, seu filho não sentirá dor, mas podem ocorrer sangramentos, alguns graves.
Agir rapidamente – Se o bebê sofrer algum tipo de sangramento na região do umbigo, leve-o logo ao médico. Mas, antes, procure estancar a saída do sangue.
Observar certos sinais – Infecções umbilicais costumam ser identificadas por verrugas vermelhas, acompanhadas de uma espécie de linha, ao longo da barriga. Fale com o pediatra, assim que notar este tipo de alteração.
Manter a higiene – Depois da queda e até a total cicatrização da área umbilical, use o mesmo processo de limpeza e retirada da umidade. Com a cicatrização total, continuam os cuidados: remova, com delicadeza, as sujeirinhas que se acumulam dentro e fora do umbigo.