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Pé chato: como tratar?

A maioria dos bebês nasce com um acúmulo de gordura na altura da planta do pé, que não deixa à mostra sua arqueadura natural. É o chamado pé chato (ou plano ou valgo). Quando seu filho começa a andar, por volta de um ano, exercita mais os músculos e a estrutura óssea da região. Aos poucos, a gordura depositada ali desaparece e a curvatura do pé se desenvolve, em geral, até os três anos de idade.


Flexível ou rígido?

O pé chato flexível, também conhecido como postural, forma o arco apenas quando está em posição de descanso (criança sentada ou deitada e, portanto, sem suportar o peso do corpo). Não provoca qualquer desconforto e, por isso, muita gente chega à idade adulta sem procurar tratamento.

Já no pé chato rígido, não se percebe o arqueamento em nenhuma posição. Embora mais raro, interfere na formação dos ossos, na coluna, na postura e na própria estabilidade. Causa desequilíbrio, queda e costumam doer ao andar e, principalmente, durante a prática de exercícios físicos. Em geral, tem origem genética e necessitam de cirurgia para correção.


Quando procurar o ortopedista

Em caso de dor constante; se há deformidade aparente; se somente mais tarde, lá pelos oito, nove anos, notar que os pés começam a perder a curvatura.


Como tratar

Andar descalço, normalmente ou na ponta dos pés; pular; caminhar na areia, na grama, e no chão de terra batida ajudam a formar o arco do pé no bebê. Alguns ortopedistas aconselham o uso de palmilhas, a natação e outros exercícios físicos, principalmente quando há queixa de dor. Só evite as botas e sapatos corretivos, que apenas sacrificam a criança, sem apresentar muitos resultados.


Precisa de cirurgia?

Somente se considera a possibilidade de intervenção cirúrgica quando a dor é intensa e existe, de fato, uma deformidade. Mas, nunca antes dos sete anos e, assim mesmo, depois de se tentar os mesmos tratamentos dos casos mais simples.


Na idade adulta

Um pé normal ou levemente plano na infância, se não for tratado, pode perder ainda mais a curvatura na faixa entre os 40 e 50 anos. O problema atinge, em maior número, as pessoas obesas, hipertensas e com diabetes. Causa dor e tende a piorar gradativamente, necessitando, portanto, de tratamento imediato.

Dr. Fernando Furst, ortopedista

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