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Apaixonar-se é muito estressante, diz pesquisadora
Terça-Feira, 16/10/2007, 01:44am (GMT-12)

Apaixonar-se é um ato muito estressante para o corpo, afirmou a pesquisadora italiana Donatella Marazziti durante sua conferência nesta sexta no 25º Congresso Brasileiro de Psiquiatria que realizado em Porto Alegre.

A pesquisa de Marazziti sobre a neurobiologia da paixão rendeu o livro A Natureza do Amor, traduzido para o português e lançado no País durante o Congresso. Na obra, a psiquiatra italiana estudo as reações bioquímicas do corpo humano envolvidas na paixão.

"A paixão é muito estressante. Pelas reações biológicas envolvidas, os homens teriam que se comportar como uma mulher e vice-versa para amenizar os efeitos", disse.

Marazziti explicou que a atração entre duas pessoas acontece por três vertentes comuns: alteração do estado mental (ocasionada pelo aumento do neurotransmissor dopamina), padronização de comportamento com o intuiuto de chamar a atenção da pessoa amada (provocada pela queda da serotonina, um outro neurotransmissor) e finalmente pela ocorrência de pensamentos intrusivos sobre esse indivíduo.

Durante sua exposição, a pesquisadora ainda explicou como apaixonar-se aumenta a produção da ocitocina, um hormônio ligado ao parto, à amamentação e apelidado "hormônio do amor" já que considerado o responsável pela longevidade de um relacionamento.

Mas a faceta fria de pesquisadora de Marazziti caiu ao fim da palestra. "Por mais que tenha abordado elementos técnicos da paixão, gostaria de encerrar dizendo que eu acredito pelnamente que o amor é o motor do mundo."

Redação Terra