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Por que esta casa é econômica: projeto enxuto, mão-de-obra e materiais comprados na região
Com moradia e escritório em Porto Alegre, RS, o projetista Mario Quintana também atua em Garopaba e Praia do Rosa, litoral catarinense. O inconveniente é que tinha de viajar 400 km todo fim de semana para acompanhar as obras nesses locais. "Ficava em pousadas, mas cansei. Quis um canto meu", lembra o profissional, um uruguaio radicado no Brasil há 23 anos. Comprou um terreno numa praia isolada e começou a desenhar seu chalé, inspirado nas casas de pescadores de Punta del Este.
Telhado inclinado substitui paredes no segundo andar Projeto enxuto. O proprietário planejou um cantinho com dimensões reduzidas. "Para economizar, precisava fazer uma casa pequena", conta. Cada pavimento mede apenas 5,50 x 5,50 m, fora as varandas e o deck. Banheiro no térreo. Essa solução gerou economia no encanamento, que teria de se estender ao andar de cima caso o morador quisesse uma suíte. Ficou mais barata também a construção da torre de 4 m de altura que sustenta a caixa-d'água. Mão-de-obra da região. Mario pôde elaborar o telhado com várias águas porque os carpinteiros do lugar são profissionais bastante hábeis. Como resultado, obteve trabalho de qualidade sem prejuízo do orçamento. Cobertura com 100% de inclinação. O fato de ela ser extremamente íngreme poupou a construção de paredes no segundo andar - estima-se que isso reduziu os gastos em 45% naquele pavimento. Instalação elétrica aparente. Em vez de usar mão-de-obra para rasgar as paredes e material para fechar as reentrâncias, o projetista deixou os conduítes à vista, facilitando também a manutenção. Materiais em conta. Tijolos e lajotas de piso, produzidos na região, foram a escolha certa para evitar despesas com frete. No banheiro, empregou-se refugo de mármore no piso. Karina Yamamoto
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