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Os funcionários da Infraero no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande São Paulo), mantêm nesta quinta-feira a operação-padrão iniciada ontem (31). Eles dizem se recusar a fazer as horas extras que cumprem normalmente devido à ameaça da empresa de não pagar o bônus de Natal --20 vales-refeição no valor de aproximadamente R$ 22. Na manhã desta quinta, Cumbica operava normalmente. Das 6h às 9h30, só cinco vôos atrasaram mais de uma hora e dois foram cancelados. Esta é a segunda reivindicação do movimento. Inicialmente, o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos, afirmou que a operação-padrão e a greve marcada para o próximo dia 6 --um dia após o retorno do feriado prolongado de Finados-- pretendia pressionar a Infraero a cumprir um acordo que previa reajuste salarial de 6,5% no começo deste mês. Ontem, a empresa se comprometeu a cumprir o acordo, e a reivindicação mudou. O sindicalista diz que Cumbica tem um déficit de cerca de 300 funcionários e, por isso, os funcionários existentes fazem horas extras. "Já que a empresa acha que não merecemos ganhar os tíquetes, então também não precisamos fazer as horas extras", afirmou. Ontem, em assembléia, os funcionários da Infraero no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, decidiram aderir à paralisação marcada para o próximo dia 6. Em Congonhas não há operação-padrão porque as horas extras não fazem parte da rotina dos funcionários. Nesta quinta-feira (1º), os funcionários de Viracopos, em Campinas (95 km a noroeste de SP), fazem assembléia. Atrasos O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, disse ontem que os passageiros devem optar por horários alternativos para viajar de avião nos próximos dias, devido aos feriados de Finados e da Proclamação da República, no próximo dia 15. "Estamos lembrando aos passageiros que haverá um feriado [na sexta-feira, dia 2] e, portanto, mais gente viajando. Se eles puderem viajar amanhã e não voltar no domingo, procurem fazer isso, porque seguramente a sexta e o domingo serão os dias mais carregados", afirmou Gaudenzi. Ele destacou que "a partir desta semana vamos ter um período de aeroportos e vôos cheios", em referência aos dois feriados, às férias escolares, às festas de fim de ano e ao Carnaval. folha
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