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Ao contrário do esperado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não pretende conversar nesta terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem explicar as razões do adiamento do encontro, o peemedebista afirmou apenas que os dois conversam com freqüência e que "não tem nada urgente" para discutir com o presidente. "Eu falo com o presidente toda vez que é necessário e com muita naturalidade. Mas não tem nada urgente para conversar", disse Renan, no seu retorno ao trabalho. Ele passou o fim de semana descansando fora de Brasília. O peemedebista disse que conversa com Lula quando vê necessidade. "Quando preciso falar [com ele], falo com naturalidade. Eu ligo para ele, ele liga para mim. Nunca houve dificuldades. Mas por enquanto não há nada urgente para ser conversado", reiterou. Na semana passada, após ser absolvido pelo plenário do Senado, interlocutores do Planalto disseram que Lula queria conversar com Renan após retornar de uma viagem à Europa. Na conversa, os dois tratariam da situação de Renan na presidência do Senado e do Congresso. Renan é alvo de mais dois processos por quebra de decoro no Conselho de Ética e de uma terceira representação do PSOL --ainda parada na Mesa Diretora. O temor do Planalto é que a presença de Renan seja um empecilho para a votação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Por outro lado, o governo não quer ter Renan nem o PMDB como inimigos dentro do Senado. A solução que mais agrada ao Planalto seria um breve afastamento de Renan, o que não exigiria uma nova eleição para a presidência do Senado. Licença Renan negou a possibilidade de pedir licença ou tirar férias para ficar distante do Senado no período que será negociada e votada a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. Segundo ele, a minoria no Senado terá de aceitar a decisão da maioria que optou por sua permanência. "Licença, essa coisa não existe. Licença, férias, nunca existiram", afirmou o presidente do Senado. "Até terça-feira, a decisão era minha, depois de quarta-feira, a decisão com relação à minha inocência e à minha permanência no Senado é do Senado", reiterou. Depois, sem apontar nomes nem partidos políticos, mas reagindo à pressão da oposição --liderada pelo DEM e PSDB--, que defende sua saída da presidência do Senado, Renan afirmou: "Em todo Parlamento democrático do mundo cabe à maioria decidir e à minoria entender, compreender". UOL
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