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SÃO PAULO - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu nesta quarta-feira, 9, que os cortes de R$ 20 bilhões no Orçamento - uma das medidas para compensar o fim da CPMF - podem atingir os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Bernardo, que está à frente da engenharia dos cortes, avaliou a situação: "Consideramos o PAC uma prioridade desde o seu lançamento. Racionalmente, não pretendemos fazer corte no PAC. Mas é possível que, no andamento da execução dos projetos, perceba-se que é preciso fazer um remanejamento", afirmou.
Paulo Bernardo considerou normal que os ministros busquem menos cortes em suas pastas. "No momento em que se anuncia que haverá cortes, a primeira coisa que todos fazem é tentar proteger o seu quinhão", disse.
Ele também comentou a questão do ajuste fiscal e afirmou que não existe a menor possibilidade do governo não cumprir a meta de superávit. "A primeira decisão tomada pelo presidente na manhã seguinte da rejeição da CPMF foi que a meta de superávit de 3,8% do PIB para 2008 não seria alterado e nós não alteramos", disse.
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