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O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disse hoje que as vaias dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos, na sexta-feira, partiram de uma "claque do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia [DEM]". Cunha Lima manifestou inconformismo com relação ao episódio durante o programa semanal "Boa Tarde Paraíba", transmitido por uma rede de emissoras de rádio do Estado. "A vaia, além de ser injusta, já que o presidente apoiou fortemente a realização do Pan-Americano, traz uma dúvida. Ao mesmo tempo que o presidente foi vaiado, o prefeito do Rio de Janeiro foi aplaudido efusivamente. Aí o gato deixou o rabo de fora", disse Cunha Lima à Folha. "Eu digo isso muito à vontade, porque sou de um partido de oposição", completou o tucano. Para ele, se a manifestação tivesse sido contrária ao atual momento político brasileiro, "todos teriam sido vaiados". "Nas arquibancadas do meu lado esquerdo dava para ver um grupo de animadores, vestidos com o uniforme do Pan, estimulando esse tipo de procedimento [vaias]. Não foi um ato espontâneo de rejeição", afirmou. O governador assistiu à cerimônia inicial em uma das tribunas de honra do Maracanã. No programa de rádio, Cunha Lima disse que a Prefeitura do Rio recebeu 20 mil ingressos dos organizadores dos jogos e que César Maia "deve ter entregue a simpatizantes". Até as 19h de hoje, o prefeito do Rio não havia respondido às questões enviadas pela Folha sobre o caso. Para a Folha Online, o César Maia negou hoje que tenha ensaiado as vaias ao presidente Lula no Pan. Ele foi vaiado seis vezes e não fez a declaração habitual de abertura dos jogos, como previa o protocolo. "Por mais que o dia tenha sido uma sexta-feira 13, seria demais atribuir a um politico este poder. Até me lisonjeia, mas não tenho este poder todo", afirmou César Maia à Folha Online, por correio eletrônico. O prefeito citou o ex-governador Leonel Brizola, que, segundo ele, dizia que ninguém conseguia controlar a população dentro do Maracanã. "Brizola nunca foi ao Maracanã em eventos esportivos e dizia: 'ninguém controla a multidão no Maracanã'. Serve para mim e certamente mais para o Lula" afirmou o prefeito. CÍNTIA ACAYABA (Folha)
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