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Secretário da Segurança discute ação de milícias com deputados no Rio O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, discute nesta quinta-feira na CPI das Milícias da Assembléia Legislativa do Estado a suposta autoria de sete assassinatos moradores da favela do Barbante, zona oeste da capital, por milicianos. Ao chegar na Assembléia, o secretário não falou com a imprensa e não se pronunciou sobre a versão da Polícia Civil de que o grupo miliciano que controla a favela, conhecido como Liga da Justiça, forjou uma invasão de traficantes à comunidade. A intenção seria, segundo a Polícia Civil, convencer a população local que sua presença na favela é necessária. Em reunião fechada, o secretário também fornece aos deputados informações sobre políticos acusados de envolvimento com milícias. Segundo o delegado Marcos Neves, o vereador da capital Jerônimo Guimarães (PMDB), o Jerominho, controla a Liga da Justiça junto ao deputado Natalino Guimarães (sem partido). Ambos estão presos. Na quarta-feira, o delegado apontou o filho de Jerominho, Luciano Guimarães, como mandante dos ataques aos moradores. Policiais do 14º Batalhão e da Polícia Montada ocupam a favela desde terça-feira à noite, quando apareceram os dois primeiros corpos. Os outros cinco cadáveres foram achados na quarta-feira. Todos eram moradores da favela sem envolvimento com o crime, diz o delegado. O presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSOL), afirmou hoje achar mais provável que a autoria dos ataques tenha mesmo partido da milícia. "É uma versão cabível e bem possível, e mostra a capacidade de violência absurda desse grupo", disse Freixo.
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