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PF busca suspeitos de tentar golpe de R$ 1 bi Sexta-Feira, 19/10/2007, 12:41am (GMT-12) A Polícia Federal realiza nesta sexta-feira uma operação em 3 Estados, além do Distrito Federal, contra irregularidades envolvendo auditores da Receita Federal. O grupo é suspeito de envolvimento em tentativas de saques volumosos em contas inativas do Banco do Brasil, que chegariam a R$ 1 bilhão. A Operação Alquimista cumpre 24 mandados de prisão temporária no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. De acordo com a PF, mais de 20 pessoas já haviam sido presas até as 10h.
Além de auditores da Receita Federal, estariam envolvidos no golpe gerentes de agências do Banco do Brasil e o ex-coronel do Corpo de Bombeiros, e ex-deputado, advogado e empresário Aralton Nascimento Lima. Ele não foi encontrado pelos policiais em sua residência no Condomínio Parque Palace, na rua Embaixador Paulo Lázaro, número 119, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. De acordo com as investigações, a organização agia há pelo menos 2 anos. O grupo teria tentado efetuar o saque de aproximadamente R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil, valor que estaria depositado na conta de um laranja residente no interior de São Paulo. Depois de identificar a tentativa de golpe, a Polícia Federal localizou outro grupo responsável por distribuir valores obtidos ilicitamente em paraísos fiscais. A quadrilha, conforme a PF, realizaria transferências de altas quantias entre contas no exterior para beneficiários brasileiros, sem a fiscalização do Banco Central e da Receita Federal. A partir das investigações, foram bloqueadas contas bancárias no Brasil e no exterior (Uruguai, EUA e Suíça), utilizadas por doleiros para lavagem do dinheiro. Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tentativa de estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas variam de 5 a 10 anos de reclusão. Mais de 150 policiais federais participam da operação, que também cumpre 26 mandados de busca e apreensão nos 3 Estados e no DF. Rio Um advogado foi preso em uma residência na rua Miguel Antonio Fernandes 31, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste. Os policiais deixaram as residências do ex-coronel e de Artur Licínio com malotes de documentos, que foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Rio. Contra o coronel Aralton Lima há acusações de envolvimentos em fraudes imobiliárias, mas ainda não há informações de que as fraudes sejam objetos das investigações da Polícia Federal. Elas envolveriam a constituição de condomínios, principalmente em Jacarepaguá, e o fato de alienar frações de terrenos no município de Maricá, além do recolhimento de prestações mensais para a confecção de imóveis não construídos. Uma das vítimas supostamente lesada nas transações do coronel é o cantor Agnaldo Timóteo, vereador de São Paulo, que teria adquirido um apartamento não construído em Jacarepaguá. agencias
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