Familiares de Jorge Cauã Silva de Lacerda, 4 anos, morto por uma bala perdida durante uma operação de policiais civis na favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio de Janeiro, são ouvidos por policiais em uma reunião fechada no Hospital Albert Schweitzer, onde o menino foi socorrido. A criança foi uma das nove pessoas mortas durante a operação, que reuniu mais de 300 agentes no local, na manhã desta quarta-feira, com o objetivo de encontrar um paiol de armas.
Já foram iniciados os procedimentos para liberar o corpo, mas todas as vítimas de tiro precisam passar necessariamente por necropsia no Instituto Médico Legal (IML). Somente depois disso o velório pode começar. Dessa forma, o sepultamento deverá ocorrer somente na quinta.
Após ser confirmada a morte do menino, um ônibus foi incendiado na rua Coronel Tamarindo. A ação seria um protesto contra a operação policial. Alguns homens jogaram gasolina dentro do coletivo e atearam fogo. Ainda não há informações sobre os responsáveis pelo ataque.
Os demais mortos durante a operação foram sete supostos traficantes que teriam reagido contra a ação e um policial. Um delegado, dois inspetores, um morador e uma criança ficaram feridos.