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Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 120

Petróleo volta a subir e se aproxima de US$ 120
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da Folha Online

O preço do petróleo voltou a subir e chegou perto dos US$ 120 nesta quinta-feira. Os investidores agora temem que as divergências entre EUA e Rússia possam afetar o fornecimento da commodity.

Às 11h19 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em outubro (nova referência), negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 119,70, em alta de 3,73%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era de US$ 119,99 e o mínimo, de US$ 115,40.

Ontem, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que o país será "obrigado a reagir, e não apenas com medidas diplomáticas" ao acordo de defesa assinado entre Estados Unidos e Polônia em Varsóvia pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e pelo ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski. O acordo tem de ser ratificado pelo Parlamento polonês.

O governo russo considera que o acordo gera uma nova corrida armamentista na Europa: ele inclui as exigências feitas pela Polônia com relação a sua segurança como compensação por abrigar o escudo americano. Pelo plano, a Polônia aceita a instalação de dez mísseis interceptadores em uma antiga base militar perto da costa polonesa do mar Báltico.

Segundo o ministério, o escudo de defesa antimísseis americano no Leste Europeu tem o objetivo de "enfraquecer" Moscou e é parte dos "esforços americanos para alterar o equilíbrio estratégico de poder em seu favor".

Além disso, a situação de conflito entre Rússia e Geórgia eleva os temores de que a infra-estrutura petrolífera na região do Cáucaso possa sofrer danos, comprometendo o fornecimento de petróleo e gás para outros países europeus.

A desvalorização do dólar diante do euro também pressionam as cotações do barril; a moeda européia chegou a ser negociado hoje a US$ 1,4830, contra US$ 1,4768 de ontem em Nova York. Com o dólar desvalorizado, o barril (que é cotado em dólares) torna-se mais acessível a mais compradores, pressionando a demanda.

O Departamento de Energia dos EUA divulgou ontem seu relatório semanal de estoques, no qual mostrou que as reservas de gasolina americanas caíram em 6,2 milhões de barris, para 196,6 milhões de barris. A aposta dos analistas era de uma redução de 2,4 milhões de barris. É a quarta semana seguida que os estoques do combustível caem, puxados principalmente pelo consumo causados pelas viagens nas férias de verão.

O dado sobre a gasolina ofuscou o crescimento em 9,4 milhões de barris no estoque de petróleo dos EUA. O estoque atingiu 305,9 milhões de barris, contra uma expectativa de alta de apenas 900 mil barris.

Os investidores também esperam a realização da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), programada para setembro. O presidente da Corporação Nacional de Petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse nesta semana que os preços da commodity provavelmente irão subir de novo. Segundo ele, a Opep não deve alterar a cota oficial de produção na reunião de setembro.

O ministro da Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, já disse que o governo venezuelano irá propor um corte de produção na reunião. "Se houver uma continuação do declínio no preço, deveríamos avaliar um corte de produção --é essa [a idéia] que levaremos ao encontro", disse. O CGES (Centro de Estudos Globais para a Energia, na sigla em inglês) também avalia que a Opep impedirá que o preço do barril caia muito abaixo dos US$ 100.

 

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u436176.shtml


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