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Renan nega renúncia e diz que só deixará o cargo se for cassado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou hoje que esteja disposto a renunciar ao cargo antes de ser julgado pelo plenário da Casa como estratégia para salvar o seu mandato. Renan disse que só vai deixar a presidência se for cassado pelos senadores na votação secreta do projeto que recomenda a sua perda de mandato, marcada para a próxima quarta-feira.

"Fui eleito para cumprir um mandato [de presidente do Senado] de dois anos. Só a decisão do plenário encurtará esse mandato. Fora disso, não há hipótese. Estou convicto da minha inocência", enfatizou. Renan disse que, desde quando as primeiras denúncias contra ele vieram à tona no fim de maio, sempre deixou claro que não estava disposto a renunciar.

Em conversas com interlocutores, Renan teria avaliado a possibilidade de se afastar da presidência do Senado para ser absolvido com mais facilidade no plenário da Casa. Apesar de acreditar que será absolvido, uma vez que a votação no plenário é secreta, o senador teria afirmado a interlocutores que sua renúncia poderia influenciar no resultado do plenário --já que muitos parlamentares defendem há várias semanas o seu afastamento da presidência.

O gesto de abrir mão do cargo, na avaliação de interlocutores de Renan, seria um sinal para os senadores de que ele estaria disposto a preservar o mandato, sem apegos na cadeira da presidência. Mesmo com as especulações, Renan negou essa possibilidade. "A única coisa que renuncio é que não haja pressão sobre ninguém. Isso não vai haver de lado nenhum", assegurou.

Segundo Renan, os senadores terão liberdade para escolherem "livremente" o seu destino político. "Eles vão escolher de acordo com as suas consciências. Vou enfrentar quarta-feira [a votação no plenário] com a mesma tranqüilidade que enfrentei todos esses dias. Isso é o que tem de acontecer", afirmou.

UOL

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