O Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) de São Paulo prendeu dois libaneses apontados como traficantes internacionais de drogas sintéticas no Brasil. Eles foram presos em flagrante com 4.300 comprimidos de ecstasy, durante uma operação realizada entre terça-feira (4) e a manhã de hoje.
De acordo com o Denarc, os traficantes lideravam uma máfia que enviava cocaína pelo aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo) para a Europa e traziam ecstasy para o Brasil.
Os dois libaneses foram identificados como vendedor Najib Ali Hendous, 33, morador de Assunção, no Paraguai, e o comerciante Feiz Moraes Saleh, 34, que vivia na alameda Jaú, nos Jardins (bairro nobre da zona oeste de São Paulo).
A quadrilha teria organizado, segundo o Denarc, o resgate de sua principal gerente, a universitária e professora Andressa Oste Pettena Facca, 30, conhecida como Pit, do Hospital do Mandaqui (zona norte) no dia 16 de junho deste ano. Ela cumpria pena de 12 anos por tráfico de drogas e foi resgatada por homens armados na saída do hospital, onde recebia atendimento atendida por ter sofrido uma queda.
Andressa foi a primeira a ser presa pelo Denarc, na noite de segunda-feira (3), no Shopping Center Tatuapé (zona leste). Moradora em flat da avenida Ibirapuera, a suspeita usava documento falso em nome de Rafaela Vieira da Cruz.
Observada pelos investigadores do Denarc, Pit se encontrou com os libaneses na praça de alimentação do shopping, na noite de segunda-feira, para discutir a distribuição da droga. Depois, ela se separou dos acusados, entrou em lojas e se encontrou com outra mulher, identificada como Juciara Alves de Souza, 39, a Carioca.
A professora, ao ser presa, tinha 13 comprimidos de ecstasy no porta óculos, que serviriam de amostra para clientes. Juciara foi detida no dia seguinte, na praça de alimentação do shopping, onde se encontraria com Pit. Ela levava em uma sacola o lote de ecstasy para ser entregue a Pit e, depois, em um encontro marcado na rua Pamplona, no Jardim Paulista (zona oeste), a droga seria repassada aos libaneses. Eles foram presos no início da tarde, no local combinado para encontro.
De acordo com o Denarc, os libaneses chefiavam um esquema de tráfico internacional, trazendo ao Brasil cocaína de países da América do Sul para que a droga fosse levada à Europa por mulas --pessoas contratadas para o transporte da droga.