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Polícia desmente denunciante e solta suspeitos do caso Belfort

Foram soltas ontem (3) as seis pessoas que estavam presas há cerca de um mês suspeitas de envolvimento no desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, ocorrido em 2004. Foi a própria Polícia Civil do Rio que pediu a libertação dos suspeitos depois de comprovar que o depoimento que levou à prisão deles era mentiroso.

Os seis suspeitos foram presos com base nas acusações de Elaine Paiva da Silva, 27, que procurou o Ministério Público e a Polícia Civil no começo de agosto afirmando ter participado do seqüestro e do assassinato de Priscila. Conforme o depoimento dela, a vítima foi capturada a mando de traficantes para obrigar um "namorado barra-pesada" a pagar uma dívida e acabou morta por ser capaz de reconhecer os criminosos envolvidos.

Enquanto investigava as afirmações de Elaine, o delegado Anestor Magalhães, da 75ª DP (Rio D'Ouro), prendeu os suspeitos apontados por ela como comparsas e realizou escavações em uma fazenda abandonada, em São Gonçalo (Grande Rio), onde o corpo de Priscila teria sido enterrado. Nada foi encontrado.

Durante as investigações, uma denúncia anônima levou o delegado a um crânio perfurado que poderia ser de Priscila. O crânio passa por exames de DNA.

O fato de o depoimento de Elaine ser totalmente mentiroso foi descoberto graças à quebra do sigilo telefônico dela e dos demais suspeitos presos. Com os dados, o delegado constatou que Elaine não só não falou com Priscila no dia do crime --como ela afirmara-- como também não mantinha contato com aqueles que ela mesma apontou como comparsas.

Elaine é a única dos suspeitos que permanece presa. Ela espera o resultado de exames de sanidade mental aplicados pela Polícia Técnica do Rio. O laudo deve demorar 45 dias.

Desaparecimento

Com a libertação dos suspeitos, as investigações sobre o sumiço de Priscila retornam à estaca zero. Priscila tinha 29 anos quando desapareceu, no dia 9 de janeiro de 2004. Ela sumiu à tarde, depois de deixar o trabalho, na avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Familiares afirmam que ela havia sofrido lapsos de memória no passado.

Desde o desaparecimento de Priscila, a linha de investigação mais consistente que a Polícia Civil havia desenvolvido fora a de que criminosos a seqüestraram e mantiveram no morro da Providência (centro do Rio). Em agosto de 2006, o traficante Evanílson Marques da Silva, 37, o Dão, que estava foragido da Justiça desde 1999 e era suspeito de envolvimento no crime, foi preso. Porém, nada referente ao sumiço da moça foi comprovado.

UOL

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