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A TAM proibiu os pilotos da companhia aérea de realizarem pousos no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) com um dos reversos --sistema que auxilia na frenagem-- pinado (travado). A ordem foi determinada após o acidente com o Airbus-A320 da TAM --a aeronave tinha apenas um dos reversos em funcionamento. A informação foi dada nesta terça-feira pelo diretor de segurança da TAM, Marco Aurélio Castro, durante depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara. Segundo ele, a empresa aérea também vetou pousos na pista de Congonhas quando a pista estiver com mais de três milímetros de água. Castro evitou opinar se houve falha humana no acidente envolvendo o Airbus-A320. "Seria leviano da minha parte fazer uma afirmação dessas, ainda há muito que investigar", afirmou. Com 44 anos de profissão, ele disse que a decisão de proibir os pousos em Congonhas com um dos reversos "pinado" foi definida depois do acidente com o vôo 3054 da TAM --que deixou 199 mortos. Castro afirmou ainda que a proibição já existia para operações no aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro). De acordo com ele, o local exige uma "operação diferenciada" porque a pista do aeroporto é muito curta. Recomendações Segundo o diretor da TAM, em dezembro de 2006, a empresa relatou dificuldades à Infraero para os pousos em Congonhas. Depois da reforma na pista principal, em que a Infraero informou que o coeficiente de atrito estava acima de 0,6, as companhias aéreas retomaram as atividades normalmente. "A aviação ficou mais tranqüila", disse Castro. Após o acidente com o Airbus-A320, Castro afirmou também que a TAM recebeu vários relatórios de pilotos informando que tiveram dificuldades em pousar em Congonhas. Ele não detalhou, no entanto, quais eram as dificuldades apresentadas pelos pilotos. Ainda nesta terça-feira a CPI vai ouvir Alex Frischmann, comandante responsável pelo equipamento A320 da TAM. UOL
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