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A TAM, maior companhia aérea do país, sofreu no segundo trimestre seu primeiro prejuízo trimestral em quase dois anos, atingida por aumento de custos que não foram compensados por crescimento na demanda e nas receitas.
O balanço também foi impactado por uma apreciação do real em 12,4 por cento frente ao dólar, que reduziu receitas em dólar com vôos internacionais, e pressão competitiva no mercado doméstico, informou a companhia em comunicado ao mercado. Em um trimestre marcado por atrasos, cancelamentos de vôos e filas em aeroportos, a TAM tem teve prejuízo de 28,64 milhões de reais ante lucro de 97,1 milhões de reais um ano antes. Na véspera, a rival Gol divulgou lucro de 157 milhões de reais, suportado por benefícios fiscais de 200 milhões de reais relacionados à compra da Varig, mas a empresa também citou problemas da crise aérea do país. A TAM alterou no trimestre passado o critério de contabilização de hedge e por isso, no balanço apresentado à Comissão de Valores Mobiliários, o lucro do ano passado aparece ajustado à mudança, somando 133,7 milhões de reais. Sem essa alteração, o resultado do ano passado foi positivo em 97,1 milhões de reais. A companhia, apesar do cenário conturbado da aviação brasileira e do pior acidente aéreo da história do país, que matou 199 pessoas em 17 de julho em São Paulo, manteve suas projeções para 2007. A TAM espera crescimento de 10 a 15 por cento na demanda doméstica no ano e taxa de ocupação média de 70 por cento. Na quarta-feira, a Gol reduziu previsão de lucro por ação e de ocupação de aeronaves. A TAM não divulgou estimativa para ganho por ação. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e leasing de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) somou 252,37 milhões de reais, queda em relação aos 435,66 milhões de reais registrados um ano antes. A margem despencou de 25,1 por cento um ano antes para 12,8 por cento. A receita líquida cresceu 13,7 por cento, para 1,97 bilhão de reais, puxada por um aumento de 19 por cento no número de passageiros transportados. Mas os custos com serviços prestados cresceram 28,5 por cento, para 1,94 bilhão de reais, enquanto a taxa de ocupação total (que inclui vôos domésticos e internacionais) de aeronaves caiu de 74,9 por cento no segundo trimestre de 2006 para 71 por cento entre abril a junho. Dentro dos custos com serviços prestados, os gastos com combustíveis cresceram 26,2 por cento no período, apesar de redução no preço médio. A empresa também viu um aumento de 144 por cento, para 198 milhões de reais, no item "outras despesas operacionais", por causa principalmente "de crescimento de 45,5 por cento em nossas operações, aumento das despesas gerais e administrativas e custos com abertura de novas bases internacionais", informou a TAM. Reuters
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