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Operação Têmis: procurador da Fazenda é preso em SP

São Paulo - Mais de 50 dias após deflagrar a Operação Têmis, a Polícia Federal fez ontem as primeiras prisões dos envolvidos no suposto esquema de vendas judiciais em São Paulo. O advogado Luís Roberto Pardo, o empresário Sidney Ribeiro e o procurador da Fazenda Nacional Sérgio Gomes Ayala foram detidos sob acusação de quebra de segredo de Justiça. Ribeiro também responde pelo crime de corrupção ativa.

A prisão preventiva foi decretada pela juíza Mônica Bonavina, da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Em seu despacho, a magistrada alegou 'garantia da ordem pública e imprescindibilidade do andamento processual'. Na denúncia oferecida em maio pelo Ministério Público Federal (MPF) também são citados o escrivão João Avelares Ferreira Varandas, o policial civil Celso Pereira de Almeida, o Xuxinha, e o analista de averiguações Washington Gonçalves Rodrigues, funcionário da Telefônica.

Apontado como o principal lobista da organização, Pardo estava em seu apartamento quando foi surpreendido pelos federais. As demais prisões ocorreram simultaneamente. Embora a juíza tenha determinado que ele e o procurador da Fazenda fossem levados para uma sala do Estado Maior - prisão especial a que advogados têm direto -, os dois ficaram detidos na Superintendência da PF em São Paulo por falta de vagas. Por não ter apresentado diploma de curso superior, Ribeiro foi encaminhado a um centro de detenção provisória.

Deflagrada em 20 de abril, a Têmis mirou suposto esquema de vendas de sentenças judiciais em favor de bingos e empresas devedoras do Fisco. Ao todo, 43 pessoas foram investigadas - entre desembargadores e juízes federais, empresários e advogados de São Paulo, Rio e Campo Grande (MS). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE

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