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Ex-funcionário denunciou fraude em multinacional

As investigações que levaram os executivos Pedro Ripper, presidente da Cisco Systems do Brasil, e Carlos Roberto Carnevali, o ex-presidente da multinacional americana de tecnologia e telecomunicações para a prisão pela Operação Persona, da Polícia Federal (PF) iniciaram há cerca de dois anos. Elas surgiram por meio de denúncia de um ex-funcionário da filial da empresa americana no Brasil. Ontem, a PF prendeu 40 pessoas suspeitas de sonegação. Ainda está sendo apurada a participação de outras empresas suspeitas de comprar os produtos que entravam com preços subfaturados no mercado nacional. Também correrá investigação em parceria com a polícia dos Estados Unidos para chegar até os dirigentes da multinacional naquele país.

Segundo o coordenador de Inteligência da Receita Federal, Gerson Schaan, o esquema consistia basicamente em operações simuladas de compra e venda para blindar as duas empresas multinacionais, cujos nomes passavam ao lago dos controles americanos e brasileiros. Schaan explica que as empresas brasileiras faziam contato direto com a multinacional. O pedido era realizado junto ao escritório importador da multinacional que ficava no Brasil e empresa americana enviava as mercadorias com descontos que variavam entre 40 e 70% do valor final.

"O que impressionou foi o envolvimento de multinacional que é a beneficiária final do esquema. Ela conseguiu colocar no mercado brasileiro produtos a um preço muito inferior do que deveria ser praticado" afirmou Schaan.

Além da multinacional, o escritório importador da empresa no Brasil e as empresas compradoras agiam sabendo que tudo era fraudulento. As compras eram feitas na multinacional e repassadas para outros dois entrepostos.

Foram apreendidos em espécie US$ 290 e R$ 240 mil; US$ 10 milhões em mercadorias; um avião e 18 veículos.

JB onine

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